quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Haveria tanta coisa para dizer, tanto para desabafar. O problema é conseguir por palavras tudo o que sinto cá dentro, tanto no meu coração, como na minha cabeça, como na minha alma.
Não sei que caminho devo tomar na minha vida, apesar de qualquer um que eu observo não me mostrar grandes soluções. Se um me dá um futuro incerto, o outro é ainda mais incerto.
E o que eu preciso é de estabilidade, de fundações e alicerces que me ajudem a permanecer de pé. Preciso de uma energia positiva que me faça voltar a ter forças.

Sei que o meu filho precisa de mim, e que eu preciso dele, mas infelizmente a minha mente e o meu corpo não se coordenam, e eu passo a vida cansada e sem paciência para ele. Pobrezinho. Ele que me abraça sempre que me vê triste, ele que me dá tantos mimos.

Sei que tenho de me concentrar, e aprender a viver a vida um dia de cada vez...com calma, com descontração, com um sorriso nos lábios.
Tenho de afastar as tristezas, os pânicos, as dores de alma de mim. Tenho de olhar à minha volta e contemplar tudo o que tenho e agradecer.
Tenho de ver qualquer coisa que me traga felicidade.

Não será fácil, uma vez que tendenciosamente vou-me afastando das pessoas.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Embalo

AMO-TE!!!!!!
No entanto, peguei neste sentimento, coloquei-o no meu colo e, embalando-o suavemente, adormeci-o.
Depois, com o maior carinho, deitei-o, cobri-o e, deixei-o dormir.
Agora, cada vez que o meu amor acorda, vou ter com ele e, sem fazer barulho adormeço-o de novo.
Mais uma vez, afasto-me em pontas dos pés, apago a luz, encosto a porta e, deixo-o continuar  a dormir.
Por vezes, espreito para ver como estás, para matar saudades, tentando nunca te acordar.
Mas fico a contemplar-te, a sonhar e, dou comigo a sorrir. Outras vezes, uma lágrima teimosa e traiçoeira teima em aparecer. E aí, saio mais uma vez de fininho, para que não acordes.
Tento viver a minha vida, com este amor adormecido dentro de mim. Contido, sossegado, arrumado.
Não quero sofrer, não quero chorar, não quero pensar constantemente onde estás, como estás e especialmente, com quem estás.
Quero viver cada momento, aproveitar, viver, sorrir.
Nada disto sinto, pertence à minha vida, ao meu futuro e, este amor não me trará nada de bom. Ou trará, quem sabe? Mas não quero pensar nisso, pois a dúvida aterroriza-me, faz doer.
Por isso, peguei no meu amor e adormeci-o.
Contei-lhe uma canção de embalar e, afastei-me.
De vez em quando, deixo-o acordar, deixo-o de novo tomar-me em seus braços e, quando me deixa mais uma vez sozinha, tento de novo adormecê-lo.
Deixando-o sempre sossegado no meu coração!

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

HOJE

Hoje, como em tantos outros dias acordei, sem qualquer tipo de vontade de o fazer. Para quê acordar se não tenho qualquer objectivo, na minha vida.
Mas lá levantei-me, fiz as coisas automáticamente, quase de olhos fechados, dei beijocas ao meu loirito (que é a parte do dia que mais gosto) e, lá sai eu para mais um dia de seca.
Para não variar, não sinto energia, não me  sinto bem comigo mesma, não gosto nem quero viver a minha vida. Tudo para mim não tem grande sentido, tudo me cansa, me satura, me enerva.
Não sinto alegria, satisfação, não me sinto concretizada. Sinto um vazio e uma infelicidade que quase não saõ suportáveis.
Isso e o cansaço. Um cansaço persistente, doloroso, que me deixa completamente apática.
São dúvidas atrás de dúvidas na minha cabeça. Uma sensação de fracasso, culpa, fraqueza. Como se tudo o que fiz e faço, não tivesse qualquer sentido.
Nada do que tenho me completa, me faz feliz, me faz rir. Estou sempre irritada, amargurada, como que confinada a uma jaula da qual não consigo sair.
Não sinto amor por nada, nada me dá prazer, nada me entusiasma. E as poucas coisas que me animam são efémeras. O meu filho...adoro-o, mas eu sei que ele sente a minha tristeza e isso reflecte-se no seu comportamento. Claro que me dá muitos beijos e mimos, que adora adormecer comigo, mas infelizmente é pequeno demais para me dar o apoio que necessito, para me ajudar a suportar o dia a dia.
Ele não compreende o que sinto, pois para ele a vida ainda é tão simples. Não percebe porque é que a mãe está sempre a chorar, porque é que a mãe não brinca com ele, porque é que a mãe está sempre cansada.
probrezinho, é tão doce, tão fofo, que não merece que a mãe dele se sinta assim.
Tudo para mim é dramático. Uma peça de roupa fora do sitio, uma tarefa para fazer, um dia para viver.
Sei que tenho amigos em quem me apoiar, mas parece que nem isso me deixa mais calma, mais confortável.
Queria poder ter a opção de sair de casa, estar sozinha, reflectir, pensar no passado, no presente e no futuro.
Queria poder deliberar uma estratégia para poder suportar a vida. Obter uma nova prespectiva, ver as coisas mais simples.
Estou sempre em constante delirio no meu interior, gritando por uma solução. Doi-me a alma, o coração.
Sinto que tudo o que quis alcançar, tudo o que sonhei, tudo o que imaginei e que um dia alcancei, deixei desmoronar.
Pior que tudo é que não tenho vontade de voltar a reconstruir.
Sinto culpa por não conseguir pensar positivamente em relação ao meu casamento, sinto culpa por estarmos como estamos, sinto culpa de não ter conseguido evitar a situação financeira em que nos encontramos, sinto culpa de não ter vontade de lutar.
Sinto culpa por saber que estou a magoar o meu marido, mas neste momento só consigo olhar para ele como um grande amigo.
E sofro, por saber que o estou a magoar. Não sirvo para nada. Para ser mãe, mulher, esposa, o que for.
Não sirvo para ninguém, pois ninguém que saber de alguém que não quer viver. E eu também não quero ninguém do meu lado.
Sinto que não capacidade para suportar uma vida a dois, para viver com alguém do meu lado, aquem temos que nos adaptar constantemente.
Só quero o meu bebé ao meu lado, pois é a única coisa que me dá alegria e conforto.
Não sei sequer se tenho capacidade para amar, pois se nem sequer me amo a mim.
A minha vida está um caos, insuportável de viver.
E não consigo encontrar uma saída.....
Hoje.