Sempre quis escrever um diário. E, claro que cheguei a escrevê-lo. Só que não tinha essência. Apenas pensamentos confusos de uma adolescente, que nada sabia da vida.
Mas continuo a querer escrever um diário. Algo com substância, com sentido. Com uma forma de escrita suave, fluída e simpática. Quero que me retrate sem fazer a descrição do meu rosto, mas quem quer que o leia, se sinta envolto neste turbilhão de ideias que nem eu consigo ordenar.
Quero um diário onde possa escrever as minhas alegrias, as trstezas. Onde consiga escrever o que vejo, o que sinto. Onde possa sonhar, onde possa chorar.
Quero um diário, que me ouça e me ampare. Que me dê forças e ampare. Quero um amigo com folhas de papel. Um amigo silencioso, mas que fale comigo.
Mas acho que me falta a sabedoria para poder escrever, para me poder exprimir.
Pouco mais sinto dentro de mim do que confusão. E por muito que goste de ler, falta-me o poder da escrita.
Ou falta-me a inteligência de desenvolver uma história apesar de ser a minha.
Gostava de ter um diário, ir até um café à beira mar, e enquanto sou envolvida pelas ondas do mar e pelo calor de um café saboroso, deixo correr a caneta fina pelas lisas folhas do meu livro mágico.
Gostava de ter diário que me acompanhasse. Que me levasse a um mundo ao qual não consigo ir.
Gostava da companhia dos meus pensamentos,agora registados na obra da minha vida.